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NOVOS COLECIONÁVEIS FAZEM SUCESSO!!!!!



Ford Escort XR3 1992: 70.000 km e uso esporádico (Foto: Caio Kenji/G1)
Ford Escort XR3 1992: 70.000 km e uso esporádico (Foto: Caio Kenji/G1)

      O mercado de automóveis antigos vem tomando proporções cada vez maiores, com inúmeros clubes e eventos inéditos – tome como exemplo o 1º Salão Internacional de Veículos Antigos (SIVA),ocorrido entre os dias 24 e 27 de novembro, em São Paulo. Mas quem deseja entrar para esse nostálgico mundo talvez não tenha muitas opções. Isso porque os carros colecionáveis, concentrados em exemplares vindos dos Estados Unidos e Europa e produzidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970 predominantemente, dificilmente sairão das mãos de seus atuais donos. A saída é buscar novos modelos, encontrar uma nova geração de carros colecionáveis.
      Para a National Automotive History Collection, já é possível prever quais carros desfilarão em 2035: as novas gerações de Chevrolet Camaro e Ford Mustang, Ford Flex, Dodge Challenger, Dodge Viper SRT10 e até mesmo Chrysler 300C. E por aqui? Algum candidato nacional?
O campeão de votos na opinião de especialistas  é o Ford Escort XR3: o antigo esportivo foi prontamente citado por Ariel Gusmão, presidente do Automóvel Clube do Brasil, pelo leiloeiro especializado em automóveis antigos Marcelo Azevedo, além dos colecionadores Boris Feldman e Flavio Gomes. E se for conversível, como o do economista Hilton (que pede para não ter o sobrenome revelado), será ainda mais valorizado. “A primeira vez que andei num conversível foi na minha adolescência, nos Estados Unidos, num frio que chegava a -10°C. Apesar do tempo nada favorável, me encantei em andar sem a capota. Desde então, sempre quis ter um conversível”, conta o proprietário.

O economista Hilton e seu XR3: "sempre quis ter um conversível" (Foto: Caio Kenji/G1)
O economista Hilton e seu XR3: "sempre quis ter um conversível" (Foto: Caio Kenji/G1)

        O modelo foi encontrado acidentalmente, depois de Hilton e sua esposa mudarem o trajeto de uma viagem ao interior de São Paulo para visitar um encontro de carros antigos. “O valor pago neste carro não chegou a R$ 20.000, e hoje ele está fora do mercado. É o meu carro de passear nos finais de semana, e não pretendo vendê-lo”, avisa Hilton. Outro fator que torna esse exemplar ano 1992 de pouco mais que 70.000 km colecionável é o fato de ele ser um Fórmula, versão com amortecedores de controle eletrônico – recurso que depois se estenderia ao resto da linha.

Escort XR3 de Hilton foi achado pro acaso (Foto: Caio Kenji/G1)Escort XR3 de Hilton foi achado por acaso (Foto: Caio Kenji/G1)
Kadett GSi

Colecionáveis (Foto: G1)
     
          Na época em que era um dos carros mais desejados do mercado nacional, o Escort XR3 tinha como principais rivais os também esportivos Kadett GSi e Gol GTi. Assim como o Ford, o exemplar da Chevrolet também oferecia uma versão cabriolet, que tinha como destaques motor 2.0, painel digital, bancos Recaro e desenho assinado pelo famoso estúdio italiano Bertone.


Gol GTi
       Já o hatch da Volkswagen teve vida mais longa, uma vez que sua variante GTi se estendeu até a segunda geração do Gol, de 1995. Mas o estreante GTi, lançado em 1988, fez história: trata-se do primeiro modelo nacional a ser equipado com injeção eletrônica, dando início ao fim da era dos carburadores.
Outras cores viriam nos anos seguintes, mas esta azul Mônaco tem gosto especial para os colecionadores. Para os fãs do carro que não fazem questão da esportividade do GTi, uma opção é o modelo 1981, ainda refrigerado a ar, que é o primeiro Gol a receber a desejada placa preta.
Fiat Uno 1.5R
Hoje em dia o Fiat Mille se gaba por ser o carro mais barato do Brasil, mas seu passado já foi mais glorioso. Afinal, quem diria que o popular já teve uma versão esportiva, com direito a motor 1.5, cintos de segurança vermelhos e tampa do porta-malas totalmente cinza, destoando agradavelmente do amarelo e vermelho do restante da carroceria?


Volkswagen Passat Iraque
        Mas não são somente os esportivos que figuram na lista dos novos colecionáveis. Lançado no Brasil em 1974, o Volkswagen Passat foi por muito tempo uma referência entre os sedãs (apesar do desenho Fastback), sendo um modelo de vanguarda da marca. Todos eles são colecionáveis: dos mais antigos ao Pointer, esportivo, que durou até a aposentadoria do modelo, em 1988. Mas um deles é ainda mais: num esforço de abrir um canal comercial com o Oriente Médio, a Volkswagen exportou versões LSE do Passat para o Iraque, entre 1983 e 1988, o que naturalmente lhe rendeu o apelido “Passat Iraque”.
Em 1986 a montadora passou a oferecer o carro também no mercado nacional, com as mesmas características do modelo de exportação: para-barros, motor menos potente, câmbio de 4 marchas (e não 5) a exclusiva cor azul e, no caso dos exemplares brancos e vermelhos, bancos na cor vinho.


Chevrolet Opala 1992
      Há quem ofereça, e tome um estrondoso “não” como resposta, até R$ 45 mil por um Chevrolet Opala Gran Luxo 1974. A saída é apelar para exemplares mais novos: ainda há no mercado um número razoável de Opalas ano 1992, últimos antes da chegada do Omega, o sucessor. E se você achar um da série Collectors, limitada a 100 unidades, agarre.


Volkswagen Santana Executivo
       Eis outro modelo que foi divisor de águas na indústria automobilística: Volkswagen Santana. Foi o primeiro modelo considerado de luxo a ser equipado com motor de injeção eletrônica, utilizando o mesmo conjunto do Gol GTi. Sua chegada incomodou sensivelmente o Chevrolet Monza, que não via dificuldades em superar o Passat, então o carro mais sofisticado da Volkswagen.
Numa época que sedãs se permitiam ter apenas duas portas, o Santana rapidamente se tornou referência de desempenho e status. Sua fabricação no Brasil foi de 1984 a 2006, que não mais habitava as garagens da elite brasileira, mas sim os pontos de táxi. As versões Executive, com cores exclusivas e rodas douradas, e Sport, disponível também na perua Quantum, são raras e, portanto, mais colecionáveis.


Investimento
        Além de hobby que tem ganhado cada vez mais adeptos, o antigomobilismo é também um investimento. “Certos modelos, expostos em eventos internacionais, chegam a valorizar de 50% a 100% ao ano. Isso é muito mais rentável do que qualquer aplicação”, explica Ariel Gusmão, presidente do Automóvel Clube do Brasil, que também prevê que os próximos colecionáveis vão atingir os altos patamares que ostentam atualmente os modelos mais antigos.
A mesma opinião tem o leiloeiro especializado em automóveis antigos Marcelo Azevedo: “ao retirar um carro 0km da concessionária, ele começa uma forte curva de desvalorização. Mas, depois de 20 anos de vida, ele toma o caminho inverso, e começa a subir de preço ano a ano”. Como se vê, colecionar carros não só dá prazer, como também lucros.
 
FONTE: g1.GLOBO.COM

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